Vantagens e Desvantagens da Microfilmagem:

Tal como todos os sistemas de transferência de suportes, a microfilmagem também apresenta vantagens e desvantagens.

VANTAGENS:
  • Menor espaço para arquivo
O espaço ocupado é um recurso importante na aplicação da gestão da informação. Poucas empresas têm área suficiente para ter um arquivo bem instalado e em segurança. O espaço ganho pelo uso da microfilmagem permite a consolidação de outras operações do escritório, simplificando a gestão e aumentando a produtividade.
  • Redução do tempo de acesso á informação armazenada
O sistema de microfilmagem também melhora a imagem da empresa, pois a pesquisa da informação essencial para o trabalho é mais rapidamente conseguida. Quando os documentos são miniaturizados, é possível armazenar uma grande quantidade de documentos junto às secretárias dos colaboradores. Já que as distâncias entre os documentos e os trabalhadores que os usam são reduzidas, o tempo consumido em viagens para arquivos remotos são eliminados.
  • Melhoramento na pesquisa da informação
Um único rolo pode conter milhares de páginas de documentos - equivalente a muitos dossiers. Recorrendo a métodos de indexação automáticos ou semiautomáticos e a modernos equipamentos de pesquisa poderemos em alguns segundos ter acesso a centenas de páginas de documentos.
  • Simplificação na pesquisa
A integridade do processo aumenta, já que uma vez que o documento é armazenado em microfilme ou outro tipo de microforma, a sua sequência é fixada. A remoção de uma página individual é impossível, embora o desaparecimento de uma bobina pode no entanto acontecer. Mas é uma vantagem, documentos guardados em microfilme não podem ser alterados.
  • Melhoramento na integridade do documento
A integridade do processo aumenta, já que uma vez que o documento é armazenado em microfilme ou outro tipo de microforma, a sua sequência é fixada. A remoção de uma página individual é impossível, embora o desaparecimento de uma bobina pode no entanto acontecer. Mas é uma vantagem, documentos guardados em microfilme não podem ser alterados.
  • Rotinas de manutenção mínimas
As microformas podem ser facilmente duplicadas e é barato. Podem ser feitas cópias de segurança no caso de documentos importantes ou por outros motivos. As microformas podem também ser copiadas para serem usadas em departamentos que ficam geograficamente dispersos.
  • Facilidade de distribuição dos documentos
A microfilmagem é muito usada em aplicações onde largas quantidades de documentos têm que circular entre diferentes áreas dispersas
  • Redução de custos de envio e transporte
A microfilmagem pode reduzir drasticamente os preços de envio, porque quando os documentos são miniaturizados, centenas de páginas podem ser enviados a um custo reduzido. Por exemplo, um envelope que contenha cinco folhas de papel pode, ao mesmo preço, conter dez microfichas equivalentes a, aproximadamente quatro mil e duzentas páginas.
  • Durabilidade
Guardados nas condições adequadas, os microfilmes podem durar até 500 anos.
  • Baixo custo do equipamento necessário para a leitura dos microfilmes;
Os equipamentos de leitura de microfilme não são demasiado caros, uma vez que os mais simples utilizam apenas uma luz e um sistema de ampliação.
  • Reconhecimento do seu valor legal e de arquivo;
Devido à sua captura sequencial e integridade, a microfilmagem tem valor legar, podendo substituir o suporte papel.

DESVANTAGENS:
  • A lentidão na pesquisa e a pesquisa sequencial;
Ao pesquisar num rolo teremos que passar todas as imagens.
  • A utilização em monoposto;
Os equipamentos de visualização de microfilme não permitem a utilização em rede, o que condiciona o acesso a um posto de trabalho.


Funcionamento do processo de microfilmagem

Depois de escolhidos os equipamentos  e os materiais, deve dar-se inicio ao processo de microfilmagem.
Este processo divide-se em várias fases:

1. Preparação Documental
Esta é talvez a fase mais importante de todo o processo, uma vez que é aqui que se organiza a documentação a ser tratada. Se houver uma falha na organização documental nesta fase, vai manter-se até ao final do processo.
Devem ser retirados todos os clips e agrados e a documentação deve ser colocada por ordem, devidamente identificada.

2. Captura
Antes do inicio de qualquer projecto de microfilmagem, devem ser feitos testes com os vários tipos de documentos.
Depois de preparados os documentos estão prontos para serem capturados. A captura deve ser feita de forma sequencial e deve ser usada a simbologia sempre que houver necessidade.
A captura deverá ser feita com os parâmetros em que se obteve maior qualidade na fase de testes.

3. Revelação
A revelação é feita em máquina própria e com os líquidos adequados.
O ideal é que, na passagem do filme, seja seguida a seguinte sequência:
Revelador  → Água → Fixador → Água → Água → Secagem
 A velocidade de revelação deve ser adequada ao tipo de documentos, e definida na fase de testes.

4. Primeiro Controle de Qualidade / Etiquetagem
Esta inspecção deve ser feita fotograma a fotograma, com o objectivo de ver se os mesmos estão legíveis e se não estão sobrepostos ou riscados.
Nesta fase também deve ser feito o teste de controle de densidade e resolução, e registados os respectivos valores na ficha do rolo: 
As medições de densidade têm como objectivo controlar o contraste do filme e devem ser feitas e registadas pelo menos 8 leituras de densidade em cada filme. No mesmo rolo, a densidade de fundo não pode variar mais que 0.20. Num negativo matriz, a densidade máxima (parte escura da imagem) deve ter valores entre 0.80 e 1.30, devendo ser adaptados ao tipo de documentação microfilmada. A densidade mínima (parte branca, sem documentos), varia consoante o contraste dos documentos microfilmados:

Tipo de Documentos
Caracteristicas
Valores
Contraste Alto
Impressões Laser em papel branco
1.00 – 1.30
Contraste Médio
Texto Preto em papel escuro…
0.90 – 1.10
Contraste Baixo
Impressões com a tinta gasta…
0.80 – 1.00
Contraste muito Baixo
Documentos com pobre contraste entre a cor de impressão e a cor do papel
0.75 – 0.85

A resolução tem a ver com a capacidade de captar detalhes e é medida através da observação da micra técnica através de um microscópio.
Os valores da resolução são obtidos através da multiplicação do número que aparece ao lado do menor padrão de linhas visíveis ao microscópio na mira técnica, pela escala de redução a que esta foi micofilmada.
Tendo em conta os equipamentos disponíveis actualmente, o valor mínimo de resolução aceitável são 120 linhas por milímetro.
Depois deste controle, o rolo deve ser guardado numa caixa Acid Free, devidamente etiquetado.
O controle de qualidade é uma das fases mais importantes do projecto de microfilmagem, uma vez que é nesta fase que se decide se o rolo cumpre os requisitos necessários para assegurar a sua longevidade. Como tal, este controle deve ser feito num espaço adequado, e utilizando o seguinte material:
  • Luvas que não deixem marcas (algodão);
  • Rebobinador de Filme;
  • Lampada, perto do rebobinador;
  • Lupa;
  • Microscópio;
  • Densitómetro
  • Leitor de Microfilme

5. Duplicação
Uma vez terminado o primeiro controle de qualidade e, estando o rolo em condições aceitáveis, podemos proceder à sua duplicação.
Cada rolo deverá ter duas cópias: Uma em sais de prata, que funcionará como cópia de segurança e outra em diazo, que servirá para consulta.
Ambas as cópias devem estar etiquetadas de acordo com a matriz.

6. Contole de Qualidade Final e Indexação
Este controle é feito às cópias, fotograma a fotograma e o critério a seguir deverá ser o mesmo do primeiro controle.
No caso de haver indexação, também deverá ser feita nesta fase.

Armazenamento dos Rolos:
O armazenamento dos rolos deve seguir algumas regras:
  • A matriz deve ser guardada em local diferente das cópias (de preferência em edifícios diferentes) e só deve ser manuseada em caso de extrema necessidade;
  • A cópia de segurança e a cópia de consulta também devem ser guardados em locais diferentes, mas dentro do mesmo edifício;
  • No que diz respeito às condições ambientais, a temperatura ambiente deverá estar entre os 15º C e os 18º C e a humidade relativa entre os 30% e 50%.

A importância dos Filmes e Equipamentos no Processo de Microfilmagem

Quando se inicia um processo de microfilmagem devem ter-se em atenção uma série de factores que o podem influenciar.
Tipo de Filme
Primeiro, devemos ter em atenção o tipo de filme a usar:
Os primeiros filmes eram de Nitrato de Celulose. Este material era altamente inflamável e costumava provocar bastantes incêndios, o que levou a que fosse substituído pelo Acetato de Celulose.
Os filmes de Acetato de Celulose já não tinham o problema de serem inflamáveis, mas a sua deterioração era muito rápida e auto-catalítica, ou seja, os produtos gerados na degradação do filme geram ainda mais degradação. Devido ao cheiro libertado, este processo ficou conhecido como “síndrome de vinagre”.
Este tipo de filmes deixaram de ser produzidos na década de 50, tendo sido substituídos pelos de poliéster, mas ainda se encontram rolos destes materiais.
Os filmes adequados para um processo de microfilmagem de preservação são os de Sais de Prata com base de Poliéster. Este tipo de filmes, quando efetuados e guardados de acordo com as condições ideais, conseguem ter uma duração maior que o papel.

Formato de Filme
Outro aspecto a ter em conta quando se inicia um processo de microfilmagem é o formato do filme. Os mais usados são os rolos de 16mm ou 35mm, mas também existem de 105mm.
Os rolos de 16mm são geralmente usados para microfilmar documentos administrativos, e só suportam documentos de formato igual ou inferior a A3.
O formato de 35mm é aconselhado na microfilmagem de preservação e podem ser microfilmados documentos até A0.
Os filmes de 105mm são transformados em microfichas depois de processados.

Equipamentos
Existem dois grandes tipos de câmaras de microfilmagem: as rotativas e as planetárias.
As microfilmadoras rotativas têm como característica principal a rapidez. Neste tipo de equipamento a captura é feita com o documento em movimento, o que torna o processo bastante rápido. O sistema de iluminação é interno e têm capacidade para levar dois filmes em simultâneo. Neste tipo de equipamento a taxa de redução dos documentos varia entre os 20:1 e 50:1. Devido a estas taxas de redução e ao facto de os documentos serem microfilmados em movimento, a qualidade deste tipo de trabalho não é muito elevada. Este sistema é geralmente usado pelos bancos na microfilmagem de cheques, uma vez que captura frente e verso de uma só vez.

Por outro lado, as microfilmadoras planetárias têm iluminação externa e o documento é capturado parado. A sua taxa de redução varia entre os 4:1 e 36:1 e existem vários modelos de equipamentos deste género. São aconselhadas nos projectos de microfilmagem de preservação.
Depois, temos ainda as microfilmadoras Step&Repeat, que são utilizadas na produção de microfichas e as unidades COM, que fazem microfilmagem a partir de imagens no computador. Estas últimas conseguem ser 20 vezes mais rápidas que uma impressora.

Tão ou mais importantes que os equipamentos de captura, são os de processamento: as reveladoras e as duplicadoras. As reveladoras transformam as imagens em estado latente em imagens visíveis e, as duplicadoras fazem as cópias de segurança. 

Por último temos as unidades de saída, que são os equipamentos que permitem a consulta às informações microfilmadas. Neste grupo temos os leitores simples, que só permitem a visualização dos documentos e os leitores-reprodutores, que permitem a sua impressão ou digitalização.

Sinalética
A sinalética é um conjunto de símbolos e informações técnicas que têm como objectivo fornecer ao utilizador, quer informações adicionais sobre o material microfilmado, quer informações técnicas que ajudam na inspecção da qualidade do rolo.
A sinalética aparece como uma forma de uniformizar a interpretação dos rolos. 
Quanto ao seu conteúdo, temos sinaléticas de carácter informativo e de carácter técnico. As primeiras identificam o material microfilmado e fornecem informações acerca do mesmo. As técnicas têm como objectivo ajudar na inspecção da qualidade.
Existem sinaléticas que são obrigatórias, como por exemplo as de início e fim de rolo, e sinaléticas opcionais, que geralmente transmitem informações adicionais ao utilizador, nomeadamente acerca do estado de conservação dos documentos.
Apesar da sua utilidade, não se deve abusar do uso das sinaléticas opcionais, uma vez que cada documento microfilmado acarreta custos ao projecto.
A sinalética deve ser feita em computador, sempre a negrito e com tamanho aceitável, de forma a que sejam vistas a olho nu.
As normas relativas à aplicação da sinalética são a ISO 9878 / 1991 e a AFNOR NF Z 43-120 (norma francesa).
Em relação á aplicação da sinalética obrigatória, todos os rolos devem  ter a seguinte sequência inicial e final:
Inicio do Rolo:
1.º Ponta de Segurança Inicial, de aproximadamente 1,20 cm.
2.º Símbolo de Inicio de Rolo

3.º Símbolo de Continuação de Outro Rolo, no caso de os documentos serem a continuação de outros, microfilmados no rolo anterior.

4.º Fotograma para controle densidade – Aqui deve microfilmar-se uma folha branca e sem brilho.
5.º Mira Técnica, microfilmada nas reduções utilizadas

6.º Número do Rolo – Identificação bem visível do número do rolo.

7.º Identificação Técnica – Aqui devem ser registadas as informações técnicas do filme e da camera, assim como o local, data e operador de microfilmagem. 


8.º Identificação Arquivística – Deverá conter informação que permita identificar os documentos microfilmados.

9.º Termo de Abertura 

10.º Sinalética – Uma folha com a descrição da sinalética utilizada.

Fim do Rolo:
1.º  Fotograma para controle densidade – Aqui deve microfilmar-se uma folha branca e sem brilho.
2.º Símbolo de Segue Noutro Rolo, no caso de a série documental não ficar toda no rolo em causa e continuar noutro.

3.º Identificação Técnica 

4.º Identificação Arquivística

5.º Sinalética

6.º Termo de Encerramento

7.º Mira Técnica, microfilmada nas reduções utilizadas

8.º Símbolo de Fim de Rolo

9.º Ponta de Segurança Final

A Microfilmagem ao longo dos tempos

Um dos aspectos mais sensíveis, derivado da avalanche de registos escritos, resultado da incrível expansão cultural e científica dos últimos séculos, é o problema das grandes áreas ocupadas por arquivos convencionais de documentos.
A ideia do aproveitamento racional do espaço levou o homem a desenvolver um processo que, muito embora conhecido há milénios, somente no início do século XIX começou a ser utilizado com propósitos práticos – a miniaturização.
Foi nesta época, marcada por grandes avanços técnicos e científicos, que vimos surgir o microfilme.
O microfilme configurou-se por meio da conjugação do processo fotográfico, em desenvolvimento na época, ao registo de documentação escrita.
São reconhecidos oficialmente como os pioneiros na utilização e confecção dos primeiros microfilmes, John Benjamin Dancer(1839), na Inglaterra, e René Prudent Dragon, na França.


Só em fins de 1870, durante o cerco de Paris, na Guerra Franco-Prussiana, é que se registou a primeira aplicação da microfilmagem em larga escala.
Foram microfilmadas cerca de 115.000 mensagens. Graças à miniaturização proporcionada pelo microfilme, as mensagens puderam ser transportadas por pombos correio.
Foi no início do nosso século, na década de 1920, que começaram a ser produzidas as primeiras microfilmadoras mais ou menos como as conhecemos hoje.



Microfilmagem_Introdução

A microfilmagem é uma técnica de miniaturização sobre filme de qualquer documento existente em suporte de papel, com o objectivo de preservar o seu conteúdo intelectual para o futuro.
A tecnologia de microfilmagem pode ser a solução tanto para os estados activos como inactivos do ciclo de vida do documento. O valor acrescentado da microfilmagem para documentos no estado activo é mais que conhecido. Certos produtos de microfilmagem foram desenvolvidos especificamente para aplicações envolvendo frequentes consulta a documentos.
Através de um programa de computador é possível aceder a uma base de dados das imagens microfilmadas para rápida consulta. A base de dados é criada para facilmente dar a localização das imagens dos documentos satisfazendo assim a consulta rápida. Normalmente as imagens dos documentos são armazenadas em rolos de 16mm ou 35mm codificados com um blip. Nos sistemas tradicionais de consulta as imagens são visionadas em leitores/impressoras equipadas com contadores de blips. Como alternativa um leitor/scanner pode digitalizar o microfilme e a imagem pode ser distribuída por uma rede de computadores.  Esta configuração combina a tecnologia fotográfica com o tratamento electrónico da imagem. 
É uma solução compacta, económica e segura de armazenamento tanto para os estados activos como inactivos do ciclo de vida do documento. Quando comparado com o armazenamento em papel, a microfilmagem pode reduzir a área em 95% ou mais.  
O espaço é muito importante quando se trata de largas quantidades de documentos vão ser retidos por longo tempo. A microfilmagem tem um passado e uma reputação de eficiência e eficácia nestas situações. Desde o inicio do séc. XX que grandes empresas, agências governamentais, bancos e outras organizações usam este método de armazenamento a longo prazo.  Comparado com o papel e os suportes electrónicos, o microfilme oferece uma estabilidade física e química superior. Para os filmes baseados em polyester com base de prata gelatinosa estima-se um tempo de vida estável superior a 500 anos, quando o filme foi correctamente processado e armazenado num ambiente controlado. O tempo de vida estimado excede os 100 anos para filmes de acetato com base em prata gelatinosa quando devidamente processado e armazenado. Filmes de Diazo que são usados nas duplicações de originais têm um tempo de vida estimado de 100 anos quando armazenado em ambiente controlado.
As imagens em microfilme necessitam de ser ampliadas para poderem ser vistas ou impressas, mas os equipamentos necessários não são nada de especial e estão disponíveis numa gama muito variada há muitas décadas. Comparado com os documentos armazenados em formato digital, a implementação de um sistema de microfilmagem tem uma dependência mínima de hardware ou do software. Com uma história tão longa, a tecnologia de microfilmagem está normalizada e permite que haja uma compatibilidade e interconectividade entre diferentes marcas de diferentes vendedores. Os utilizadores de microfilme podem enviar à confiança os seus microfilmes para qualquer parte do mundo que os seus documentos serão lidos e impressos num qualquer tipo de equipamento disponível. Do mesmo modo os utilizadores podem estar descansados que os equipamentos a serem introduzidos no futuro (sejam de visionamento ou de impressão) também serão compatíveis com os de hoje.
Tal como no caso do papel o microfilme tem suporte legal e é admitido como prova em caso de litígio. 

Cursos

Depois de 11 anos de experiência em Gestão Documental e de Arquivos, decidi estruturar alguns cursos, cujos.
Vamos começar pela Transferência de Suportes, cujo objectivo é ajudar na escolha do suporte adequado aos documentos a tratar.
Para mais informações ou pedidos de manual, contactar através do email: anabelaqbd@gmail.com.

Conteúdos:

  • Introdução
  • A Informação nas Organizações
  • Microfilmagem
  • Introdução
  • A Microfilmagem ao longo dos tempos
  • O processo de Microfilmagem
  • Vantagens e Desvantagens da Microfilmagem
  • Digitalização
  • Introdução
  • Imagem Digital
  • Processo de Digitalização
  • OCR e ICR

Um pouco de História


Recuperar o Conhecimento Perdido_Parte I
Um estudioso americano de nome Matthew Battles, fez um investigação acerca da história das bibliotecas e a lição que se tira da sua investigação é um tanto paradoxal: se há um lugar em que os livros correm sério risco de destruição, é nas estantes de uma grande biblioteca. Em tempos de guerra ou de perseguições políticas e religiosas, as bibliotecas estão sempre entre as primeiras baixas.
Vamos aqui falar de alguns casos.
A famosa Biblioteca de Alexandria, sofreu diversas ofensivas contra os seus livros. Tudo começou com Júlio César que deitou fogo á armada da rainha Cleopatra que estava ancorada no porto de Alexandria. O fogo propagou-se ao edifico da biblioteca. No entanto parece que o fogo foi de propósito e que antes, alguns milhares de pergaminhos foram levados em segredo para o barco de Júlio César que os levou para Roma. A ofensiva seguinte, a mais séria contra a livraria, foi feita pela Imperatriz Zenóbia. Mas também desta vez a destruição não foi total, mas livros importantes desapareceram.
Conhecemos a razão da ofensiva que lançou depois dela o Imperador Diocleciano ( 284--305 d.C. ). Diocleciano quis destruir todas as obras que davam os segredos de fabricação do ouro e da prata. Isto é, todas as obras de alquimia. Pois ele pensava que se os egípcios pudessem fabricar à vontade o ouro e a prata, obteriam assim meios para reunir um exército e combater o império. O seguinte fogo foi talvez premeditado por Teófilo, o patriarca de Alexandria que pretendia transformar a área do Templo Serapis numa igreja cristã.
Apesar de todas as destruições sistemáticas que sofreu, a Biblioteca continuou a sua obra até que os árabes a destruíssem completamente. E se os árabes o fizeram, sabiam o que faziam. Já haviam destruído na Pérsia grande número de livros secretos de magia, de alquimia e de astrologia. A palavra de ordem dos conquistadores era "não há necessidade de outros livros, senão o Livro", isto é, o Alcorão. Assim, a destruição de 646 d.C. visava não propriamente os livros malditos, mas todos os livros. Dizem que os papiros alimentaram as caldeiras das termas públicas durante seis meses.
Ter o controlo sobre a biblioteca equivalia a controlar a fonte do conhecimento e do saber. Por isso, a Biblioteca de Alexandria era tratada como assunto de Estado pela dinastia dos Ptolomeus. Os livros dos estrangeiros que visitavam a cidade eram confiscados. Para combater a concorrência da biblioteca de Pérgamo, os governantes de Alexandria proibiram a exportação do papiro, a matéria-prima dos livros, para aquela cidade da Ásia Menor. O tiro acabou por sair pela culatra: devido ao embargo, os concorrentes inventaram o pergaminho, que se tornaria o principal suporte da escrita por muitos séculos.
TT

Instituição do mês

Torre do Tombo A Torre do Tombo, com mais de 600 anos, é uma das mais antigas instituições portuguesas ainda em actividade.
É um serviço dependente da direcção geral de Arquivos e tem sob sua custódia um universo diversificado de património arquivistico.
Esta instituição tem como objectivos:
■a promoção da salvaguarda, valorização, divulgação, acesso e fruição do património arquivístico e do património fotográfico, garantindo a gestão de acervos à sua guarda, e os direitos do Estado e dos cidadãos nele consubstanciados,
■a sua utilização como recurso da actividade administrativa e fundamento da memória colectiva e individual,
■a aplicação das disposições integrantes da lei de bases da política e do regime de protecção e valorização do património cultural e demais legislação regulamentar, nomeadamente no que respeita ao património arquivístico e ao património fotográfico.
■garantir a integração de património arquivístico e fotográfico, que a qualquer título lhe seja atribuído;
■aceitar as formas de aquisição (por doação, herança e legado desde que previamente autorizados pelo membro do Governo responsável pela área da Cultura, por dação, depósito, incorporação, permuta ou reintegração);

Contactos:
Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Alameda da Universidade
1649-010 LISBOA

Vale a pena visitar esta instituição.
Até há pouco tempo eles faziam dias abertos e podiamos ficar a conhecer um pouco mais a fundo o seu trabalho.

Dia Mundial da Poesia

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Poesia.
A titulo de curiosidade, a Unesco decidiu proclamar o Dia Mundial da Poesia em 1999, com o objectivo principal de defesa da diversidade linguística.

Acidente em Arquivo

As equipas de resgate continuam a procurar três pessoas que se encontram desaparecidas em consequência do desmoronamento, esta terça-feira, do Arquivo Histórico da Colónia e de dois edifícios próximos, informou a polícia.
O paradeiro de outras seis pessoas, que estavam dadas como desaparecidas, foi entretanto esclarecido.
Se as três pessoas que estão a ser procuradas se encontrarem entre os escombros, as possibilidades de saírem com vida são escassas, considera a polícia.
Os empregados do arquivo e as pessoas que estavam a consultar documentos conseguiram salvar-se porque ouviram um ruído que anunciava o desmoronamento e fugiram para a rua.
Pensa-se que o desmoronamento do edifício se ficou a dever às obras de ampliação da linha do metro de Colónia.
Alguns funcionários do arquivo disseram ter alertado há semanas para o aparecimento de fendas.
O Arquivo Histórico de Colónia continha documentos com mais de mil anos de História e recentemente tinha recebido o legado completo do Prémio Nobel da Literatura de 1972, Heinrich Boll.
A "memória" da cidade renana - como era conhecido o edifício de la Severinstrasse - continha 65 mil actas, a mais antiga do ano 922, 104.00 mapas e planos, 50 mil cartazes e cerca de meio milhão de fotografias.
Tinha ainda 780 legados e colecções, designadamente o de Boll, comprado pela cidade de Colónia à família do escritor o mês passado.
O legado de Boll continha 6.400 manuscritos, além de cartas e documentos.
O Arquivo Histórico era considerado como um dos maiores arquivos municipais a Norte dos Alpes.
Em declarações à imprensa alemã, funcionários do arquivo admitiram que as perdas causadas podem ser mais valiosas do que as registadas no incêndio da biblioteca Anna Amalia de Weimar.
"Estamos a falar de 18 quilómetros de estantes que continham documentos do mais alto valor a nível europeu", disse Eberhard Illner, um homem que durante muitos anos trabalhou no arquivo, à emisssora Deutschland Radio.

Fonte: Jornal de Notícias

Curiosidade

Li hoje num site da área de Gestão Documental que fecharam 150 das 350 empresas instaladas no World Trade Center, por não terem backup’s de segurança em “outsourcing”.
Isto faz-nos pensar... A informação é mesmo um bem precioso...